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søndag, mars 27

Frase do Post de Hoje:
A vantagem de fazer exercícios todos os dias é que você vai morrer com boa saúde.


Esse fim de semana improdutivo só serviu pra chegar numa constatação bastante óbvia: apesar de estar dormindo cedo, acordando geralmente às seis e meia da manhã, estudando das oito da manhã às cinco da tarde, é sangue de vagabundo que corre nas minhas veias. Meu negócio é dormir muitas horas ao dia, pode-se dizer sem medo de errar, que, de certo modo, eu sou bom de cama. De ontem pra hoje consegui a proeza de dormir doze horas, de meia noite a meio dia. E mais curioso é que eu nem estava cansado ou algo do tipo. E, sim, eu tenho pra mim que isso é uma coisa boa.

Ainda sobre o fim de semana, fiz bem menos coisas do que queria ter feito. Aliás, não fiz praticamente porra nenhuma, só uns desenhos que tenho que entregar segunda, limpar um ventilador e só. Tá, tá, fiz uma social com o povo daqui, passei na casa de alguns, joguei uma conversa fora, gravei uns cds de música pro Diego (a.k.a) Miaggy e fiz um serviço de falsificação de identidade pro Ziraldo, mas só, bem longe das minhas idéias de saídas. É verdade que o tempo atrapalhou um bocado, São Pedro resolveu sabotar. Sabotou parcialmente até o Churrasco da Heresia, e inclusive um dos participantes que está gripado. Alguns chamariam isso de providência divina.

A minha teoria pra isso vai além de providências e perseguições por entidades divinas. Já disso pro Diego uma vez que o pessoal tá ficando velho ou eu tô ficando paranóico. Tenho saudades de quando saiam umas quinze, vinte pessoas, pra Casa Rosa. Amigos, amigos dos amigos e por aí vai. Hoje em dia isso tá ficando mais difícil. A própria organização da Bizarro's Fantasy já exigiu um certo trabalho de diplomacia, e mesmo assim houveram baixas. Tá foda.

E hoje é domingo, todo mundo sabe que eu não sou fã desse dia. Já tive motivos pra amar e odiar esse dia. Atualmente eu só não curto, e não é mais pela perspectiva da segunda-feira. No fim, acho que, assim como todo mundo, tô precisando de uma injeção de ânimo na minha vida. Uns dez mil reais de "ânimo" tava ótimo pra fazer umas coisinhas que eu quero. Não dá pra comprar meu Stilo Abarth, mas dá pra se divertir. Ou então fazer como todo mundo tá fazendo e arrumar uma namorada... Hahaha.

E partindo do pressuposto que toda solução gera novos problemas, bem, ao menos esses problemas gerados seriam novidades.

E alguém já reparou que eu nunca estou satisfeito?

>...:::megaboomblaster:::...<
Supertramp - Brother Where You Bound?
System Of A Down - Streamline
Los Hermanos - Quem Sabe
Daft Punk - Crescendolls
Led Zeppelin - Immigrant Song
Chad Muska - Guilty´s Part
Curve - Wish You Dead
Kool & the Gang - Jungle Boogie
Tom Jobim - Águas de Março
Smashing Mouth - Pacific Coast Party

inconformados:

Satanizado por Dente-Azulay 3/27/2005 01:46:45 PM



tirsdag, mars 22

Frase do Post de Hoje:
"Eu não corro porque derruba o gelo do copo"


Bizarros Fantasy - a festa a fantasia dos bizarros. Um sucesso logo em sua primeira edição. Seguindo os moldes das já tradicionais festas no prédio do Luizinho, dessa vez contou com toda elegância proporcionada pelas fantasias fodas do pessoal. De Capeta a Felícia do Tiny Toons, passando por Malandro e Tarzan, tinha de tudo lá.

A festa já era esperada há algum tempo, partindo de uma idéia que, pelo que me consta, partiu de Marcelo e Felipe, e chegou a ser adiada em uma semana, por motivos de organização do som. De qualquer modo, mesmo com uma semana a mais, surgiram alguns problemas que foram efetivamente contornados, pro bem geral da nação.

Agora, indo direto a festa, sem firulas. Bem, fazia um bom tempo que eu não saia direito com o pessoal. O máximo que eu fiz foi a vez que a gente foi pro bar beber, mas foi ali por São Cristóvão mesmo. Num dia desses tava pra rolar Casa Rosas, mas acabou que o infeliz da Casa Rosa, responsável pelas listas tornou-se incomunicável. Enfim, confesso que senti falta de algumas boas pessoas e a festa não estava tão cheia como outrora, ao menos assim me pareceu. Mas claro que a nata bizarra estava mais do que presente!

As fantasias tavam muito fodas, a trilha sonora também, apesar dos cds pularem um pouco de vez em quando, sabe-se lá porque. Deu pra dançar um bocado, especialmente quando tocou "festa no apê", o novo ícone da música brasileira tipo importação e exportação. Teve direito a bis e tudo mais, com a mesma empolgação.Na parte da preparação, o que achei um avanço foi a iluminação, com direito a luz negra, que se tornou bastante interessante quando fazia a minha roupa branca brilhar intensamente. Engraçado foi o tempo e o susto que eu levei ao me notar brilhando e descobrir a causa disso.

O acabamento do bar estava, como sempre, boníssimo, com direito ao picollino e tudo. Quanto as bebidas, eu pude ver um farto leque de opções, muito embora tenha bebido pouco, na maior parte cerveja, talvez pelo trauma da última festa lá, quando Diego e sua gangue (Marcelo, Felipe e Leonardo) derrubaram quase todo mundo do público presente. Mas dessa vez, de modo geral, foi mais light, porém, claro que tivemos alguns Game-Over's memoráveis, como por exemplo do irmão do Coluba, que ao meu ver estava muito bem e de repente desabou.

Concurso de fantasias também teve. A garrafa de absinto, que era o prêmio, foi disputada avidamente entre eu (Malandro), Paulinho (Capeta), Alisson (GluGlu) e Caio (Chapolin). No fim das contas, Alisson levou a garrafa merecidamente e com o clamor do público pagante presente.

Depois de um tempo eu já tava cansado, não tô mais com a mesma disposição pra ficar acordado até tarde, culpa da faculdade. Lá pras quatro da manhã a festa já estava se encerrando. É, essa foi a que terminou mais cedo, geralmente terminamos quase lá pelas seis da manhã, mas enfim, foi assim.

A volta pra casa merece um parágrafo a parte, sem dúvida. A Bia ofereceu uma carona para eu e Carol, moradores e imperadores do Glorioso Império da Penha e Província Independente de Brás de Pina. Em face ao horário bizarro e que não tem ônibus circulando, sem mencionar a facilidade, aceitamos sem pestanejar. Havia um boato de que a Bia era um ás no volante. Sem brincadeira. Ela é capaz de deixar a Ferrari vermelha de vergonha (piada imbecil, eu sei). Mas, enfim, nem eu sabia que um simples Fiat Palio andava tanto. Ela deve usar gasolina de aviação, que nem se fazia nos idos dos anos 70. Foi muito foda eu implicando com tudo que ela fazia ao volante. Eu sou meio assim, sempre pego no pé de quem tá dirigindo, quando posso e, apesar de algumas acelerações laterais e nos demais sentidos, chegamos todos bem, eu inclusive criei um caminho que me deixava exatamente na porta de casa. É, definitivamente eu fiz jus a minha fantasia de malandro... hehehe.

É isso. Tecnicamente falando, eu podia falar do trote, podia falar da faculdade, podia falar das mulheres, podia estar matando, podia estar roubando, mas não vou falar de nada já citado. Porque? Ah, digamos que tenho interesses pessoais em não dizer nada, especialmente sobre o trote, que, por sinal, teve momentos memoráveis. Quiçá isso será tema pra outro post? Quando é que eu não sei.

>>>megaboomblaster<<<
Saliva - Superstar
Los Hermanos - Lagrimas Sofridas
Dope - Debonaire
Rob Zombie - Spookshow Baby
Chad Muska - Guilty´s Part
Supertramp - Breakfast in America
Paul McCartney - Band On The Run
Sidney Magal - Tenho
Sérgio Reis - Coração De Papel
Chico Buarque - Deus Lhe Pague

malandros:

Satanizado por Dente-Azulay 3/22/2005 12:11:54 AM



lørdag, mars 12

Frase Do Post De Hoje:
"Não faço nenhum exercício nem me alongo. Se Deus quisesse que tocássemos nossos dedos do pé, Ele os teria feito mais próximos das mãos."


Se andar fizesse bem, o carteiro seria imortal. Tomara que pelo menos mal não faça, senão eu estou com os dias contados.

Tudo começa com a impoluta criatura aqui indo pra ESDI, fazer a inscrição das disciplinas. Numa boa, vazio, o carinha lá da secretaria é gente fina, até me deixou passar batido porque eu tinha esquecido o protocolo da pré-matrícula. Eu tinha várias missões pra esse dia, e a inscrição de disciplinas era só a primeira.

Tinha que passar em alguma loja da Claro pra perguntar o preço da bateria do Nokia sucatão que minha irmã ganhou, quer dizer, foi quase uma doação. Parece que é carma dessa família ter celular um tanto quanto antiquado. Quem se lembra daquele Maxxon que eu comprei do Leandro? Funcionava bem, tinha as teclas macias, mas nem se enquadrava no estilo tijolão. Estava mais pra parede inteira. Enfim, passei num quiosque dentro do Edifício Central, que era meu caminho. Tirei o monstro (celular) que tava na minha mochila e o carinha lá da loja me olhou meio estranho. Pudera, a capa do celular é do ursinho puff, a coisa mais nojenta e melosa que eu vi na vida. Tão meloso que um diabético pode até surtar só ao vê-lo. Desconfianças à parte, o lojista praticamente condenou o celular. Bem, o problema não é meu.

Do edifício central pra Rua da Carioca procurar uma mochila nova. Tá, eu sei que a atual de jeans tá boa, mas eu queria uma nova. Ia comprar uma laranja (previsível), mas achei ela pequena, e como não sei o que vou ter que transportar futuramente, preciso de espaço de sobra. Da Carioca rumo à praça XV, pra encontrar com a Bruna que tava indo pra faculdade (UFF, obviamente). Ela vinha de Sulacap, então imaginei que fosse demorar, mas não tanto. Também, deu a "sorte" de pegar o ônibus mais lerdo e enquanto isso eu fiquei lá, sequelando na estação das barcas, vendo o mundo e pessoas passarem (eu nem gosto, né). Foda foi ver um catamarã sair de ré, de mansinho, fazer a manobra de virada e então dar aquela acelerada. Eu não sabia que aqueles negocinhos aceleravam tanto. O cara deu uma "carburada", foi fumaça de diesel e spray da água pra todo lado. Fodão!

Depois de um tempinho chega a Bruna. Pegamos a barca, não tão empolgante quanto o catamarã, mas bem mais em conta. Se não me engano a barca era a Ipanema, uma das mais antigas da Barcas S.A., que mais de uma vez teve pane nos motores e ficou à deriva na baia de Guanabara. Precisa ver a cara de alegria quando eu contei isso pra ela.

Mais meia horinha e estávamos chegando na estação Niterói. O rumo agora era o prédio de psicologia da UFF. Dei um passeio por lá. Imaginava que a UFF teria um espaço melhor aproveitado, mas pelo menos aquele set de prédios me pareceram uma mini-ufrj.

Vale lembrar que no meio do caminho a Bruna me perguntou que horas eu tinha que estar na faculdade. Nesse momento eu tinha acabado de me dar conta que eu fiz a inscrição das disciplinas, mas não vi os horários! Ia voltar pro centro de qualquer modo, mas poderia ter me poupado de andar da Praça XV até a Lapa, se fosse um pouco mais inteligente, mas, como "eu" sou o melhor "eu" possível, voltei, o que não foi de todo ruim. Deu pra conhecer novas ruas e caminhos, principalmente ali pelo lado da praça XV que eu nem ando muito.

Nesses últimos dias no centro a coisa mais comum é ver o pessoal das faculdades levando trote, pintado, pedindo dinheiro, enfim, vocês sabem até mais que eu. Ia eu, numa esquina vejo três seres, um garoto e duas garotas, da UFRJ - Biologia, todos pintados. Rá, legal, achei engraçadinho, já me imaginando todo pintado que nem uma zebra, quando quase dei de cara com outra garota que tava com esse grupo de calouros. Como eu já tava rindo, ela me fez dar uma contribuição pra eles. Nada mais justo, ate porque (lá vem...) a garota era muito lindinha (cansados de ouvir esse tipo de comentário?), pra variar, magrinha, loirinha, olhos verdes. Quase que dei as chaves daqui de casa pra ela. Até troquei umas palavras com ela e seu grupo, nada demais. Ia até fazer um comentário pra ela do tipo: "você é linda assim mesmo ou é essa tinta que te deixa assim?", mas face a beleza dela, pra variar, a besta-fera aqui travou.

Catatônico, voltei pra ESDI onde copiei as matérias, passei na C&A da Rua do Ouvidor, depois no banco, depois em outra loja, depois no camelódromo comprar cds virgens, e, já cansado de andar, finalmente pro ponto de ônibus. Lá também tinha uma outra loirinha, mas nem se comparava. Meu referencial diário tava nivelado por cima.

E hoje, sexta-feira, tirei a tarde pra fazer minha especialidade : NADA. Oportunidades de parasitar que nem essa, a partir de segunda, serão raras. Aulas em ritmo frenético das oito da manhã às cinco da tarde. Como eu vou fazer pra estar na Lapa às oito da manhã? Ah, isso ninguém sabe.

>:::megabooblaster:::<

Daft Punk - Voyager
Moby - Landing
Bezerra da Silva - Lugar macabro
U2 - Sunday Bloody Sunday
Los Hermanos - Deixe Estar
Prodigy - Voodoo People
Placebo - 36 Degrees
Duran Duran - Hungry Like the Wolf
Gram - Faça Alguma Coisa
Garbage - Medication

Sonolentos:

Satanizado por Dente-Azulay 3/12/2005 01:30:08 AM



onsdag, mars 9

Frase do Post de Hoje:
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."


Nove a alguma coisa da manhã de uma segunda-feira. Entro na repartição, meu penúltimo dia. Um singelo "Bom Dia" em tom médio, só pra atrair a atenção dos mais próximos e não me fazer passar por mal-educado. Sento na minha cadeira, faço meu logon de rede, cadastro a cotação do dólar.

É fato que eu estava com olheiras visíveis mesmo para os mais distraídos, além disso o pessoal de lá nota mesmo.

- Bom dia, Rafael! Fecha pra mim esse processo aqui e... ei, que olheiras são essas?
- Ehr, bem, é que ontem eu fui dormir quase quatro da manhã.
- Ah, tá. Tão tarde! Mas que mal lhe pergunte, porque?
- É que ontem teve festinha na casa de uma amiga, perto de casa. Aí foram uns casais amigos, eu e minha namorada. Aí ficamos lá até tarde, depois ela foi dormir lá em casa.
- Ah, você tem namorada? Nem sabia, você nunca falou nada do tipo.
- Também ninguém perguntou nada...
- Ah, isso é... Mas conte mais sobre ela...
- Falar o quê? Ehr, nome dela é Paula, ela faz engenharia de produção na Uerj, mora na tijuca... e só..
- Ahhhn tá... - Toca o telefone - Deixa eu ir atender o telefone, já que neguinho parece que é surdo nessa secretaria. Vai fechando esse processo aí pra mim, qualquer coisa me chama!
- Pódeixá!

Não sei se é verdadeiramente falso, falsamente verdadeiro, ou simplesmente a idealização de algo que almejo. Paula é o nome da prima do Diego (a.k.a. Miaggy) que eu encontrei no domingo mesmo. Engenharia de produção, apesar de não ser um curso extremamente feminino, foi o primeiro curso sem ser desenho industrial que passou pela minha cabeça. UERJ, bem, é pra lá que eu vou, né? Assim espero. E tijuca, ah, esse realmente nem tem sentido. Quer dizer, tijuca pra mim já foi palco de muitas coisas, que depois de demonstraram boas ou ruins, dependendo da conveniência.

E esse diálogo pode ter existido, do mesmo jeito que não. Mas não que a sua existência o torne verdadeiro. As olheiras, confesso, não eram tão notáveis assim. Existiam de fato, geradas por noite mal dormida. E olha que eu acordei mais tarde que a hora que eu deveria estar saindo de casa, mas também, como são meus últimos dias, - aliás, amanhã (terça) é último - me dei o luxo de flexibilizar meus horários.

Por fim, quem sabe uma mentira contada não venha a ser tornar verdade. Não seria nada mal.

...:::megaboomblaster:::...


Supertramp - Paris - CD 1

School
Ain't Nobody But Me
The Logical Song
Bloody Well Right
Breakfast in America
You Started Laughing
Hide in Your Shell
From Now On

You Started Laughing:

Satanizado por Dente-Azulay 3/9/2005 01:50:25 AM



lørdag, mars 5

Frase do Post de Hoje:
"Me inscrevi numa academia no ano passado e não perdi um quilo sequer! Parece que é preciso participar das atividades."


Não vou falar da loirinha lindinha que pega o 350- Rápido junto comigo (Viu Monteiro? Não é único que fica marcando as pessoas que pegam ônibus contigo). Não vou falar do posto Esso ali perto da UERJ que tá fechado pra obras há tempos, e, aliás, as obras não começaram. Menos ainda da compra de um caminhão da Volkswagen pelo meu departamento. E, em hipótese alguma vou falar do meu humor. Esse negócio tá perdendo a graça, ficando previsível. Parece que eu tô sempre de mau humor, pelos mesmos motivos, parece que vivo em desgosto. Não que isso seja ou deixe de ser verdade, hoje não me interessa entrar nessas questões, não hoje, mas também não posso garantir o amanhã, ainda mais eu que mudo fácil de posição. Era capaz de quem porventura entrasse aqui pensasse que eu era, sei lá, uma má pessoa...

A semana passou rápida, com uma segunda-feira das tediosas. O demais até que teve lá seus momentos bons. É bom trabalhar no centro. Aliás, bom mesmo é estar no centro, o trabalho é só a justificativa pra estar lá. E isso proporciona bons momentos.

Xenon. Faróis de xenônio. Tá, ninguém vai entender bem isso, mas são faróis de carro que usam o gás xenônio, tem uma cor branco-azulada forte, mas não ofuscam, são encontradas em carros caros, até porque, só o conjunto óptico custa na casa de uns cinco mil, dependendo do modelo. Então ver esses tais faróis é sinal de que junto tem um carro foda, como por exemplo, a BMW série 7, de design controverso, mas sempre notável, ainda mais naquele tom, azul nuvuolari, como é chamada essa cor nas alfas, na BMW eu não lembro o verdadeiro nome, mas a cor é a mesma. Isso sem falar nas Land Rover Discovery, Nissan Xterra, Jaguar, Mercedes e por aí vai. E tem também as motos, Suzuki VX-800, que eu nunca tinha visto aqui, Yamaha TDM950, YZF-R1, V-Max, Diversion. Mas o mais insólito que eu vi foi uma Moto Guzzi V-11, coisa que eu nem sabia que tinha aqui no Brasil. E eu sou tarado nessa moto.

Bom também é fazer sua carta de demissão. Foi o que eu fiz na quarta-feira. Arrego. Alforria. Chame como quiser, dia 8 eu salto fora da ECO, da SES, do Ministério, do DPL, o malfadado Departamento de Preparo de Licitações. Reza a lenda que aquele é o mais amaldiçoado departamento do estado. Mas eu não sei, nesse tempo que fiquei, não foi assim, tão tenebroso... Uma pena, ou não, que eu não vou ficar pra ver.

Outra coisa boa é encontrar pessoas conhecidas, que nem a minha ex-professora de história e o Monteiro. Muito foda é que toda vez é ele quem me vê primeiro, e berra aos quatro cantos, carinhosamente, "Dente viado!". Foi assim no ponto do 350 na Rio Branco, ponto cheio, no meio da tormenta que inundou o rio de janeiro todo e prevaricou o trânsito naquela quinta-feira.

Tempos que não falava com Monteiro, abri até mão de pegar o andorinhão-peregrino-de-irajá (a.k.a 350 rápido) pra ir de parador com ele. Conversa muito boa, quase sempre sobre ônibus - ênfase nos Volvos B-10M da Breda Rio na linha 484 -, eu tava animado, o trânsito nem tanto, a chuva alagando as ruas e criando goteiras dentro do ônibus. Infiltração busóloga é o fim.

Mas o acontecimento da semana foi gerado por uma má interpretação, ao menos é o que me parece. Explico: na quarta chego em casa, minha avó diz que, à tarde, ligaram da UERJ pra mim. Quando perguntada sobre mais detalhes sobre a ligação, ela respondeu com a tríade: ¿Não sei, não lembro e a ligação estava ruim¿.

Pois bem, sabia então que tinham ligado da UERJ, sabe-se lá pra que. Como bom paranóico que sou, logo pensei de tratar de alguma catástrofe relacionada a minha aprovação. Neurose criada, tinha que correr atrás de soluções. Na quinta tento entrar com contato via e-mail e telefone com a UERJ, sem resultados satisfatórios. Assim sendo, fui lá ver qual era. Coisa chata é você nem ter uma idéia de como explicar a situação. Ao menos eu tinha um pontapé inicial, o DAA. Aí que vem o turismo. Cheguei no DAA - SR1 - Protocolo, de lá fui pro DSEA, onde eu conheço o carinha que é o responsável e ele me deu algumas dicas. Fui pro DAA - Atendimento, de lá pro DEP. Do DEP foi pra outra sala do DEP. O DEP era o setor responsável por avaliar algumas das papeladas, e, se houvesse algo pendente, era lá que a chapa ia esquentar. A mulher que me atendeu foi muito maneira, aliás, hoje geral foi bem gentil, não sei se é porque é sexta, ou se era de manhã e o pessoal ainda tava anestesiado de sono, mas enfim, sabia que aquela ligação não era por motivo de papelada.

Por via das dúvidas e como também não estava com a menor pressa de chegar no trabalho, resolvi, finalmente, entrar na ESDI. Eu sempre passava ali e ficava olhando, com receio de entrar, sabe-se lá porque. Pra mim aquele lugar tem um encanto, não sei ao certo. Fato é que eu entrei lá, conversei o cara da secretaria, que foi muito gente boa comigo. Depois dei uma volta por lá, o que nem consome muito tempo, já que lá é pequeno. Vi algumas salinhas, as oficinas, muito foda. Mas o melhor era um pedaço de mock-up da fuselagem de um Embraer ERJ-145 que estava largado no estacionamento. Foi quando eu vi que me lembrei que pessoal da ESDI trabalhou no desenho do interior da tal aeronave.

Acho que foi quando eu estava lá dentro que finalmente a ficha caiu, e que é ali que eu vou passar cinco anos, pelo menos, da minha vida. Sem brincadeira, saí de lá com lágrimas nos olhos... Hehehhe.

Depois dessa, ganhei o dia.

>>>megaboomblaster>>>>

Kool & the Gang - Jungle Boogie
Chico Buarque - Quem Te Viu, Quem Te Vê
Daft Punk - High Life
Rogério Skylab - Puta
Level 42 - Children Say
Chemical Brothers - Setting Sun
Los Hermanos - Todo Carnaval Tem Seu Fim
Squarepusher - Free Man Acid
Hugo Montenegro - The Good The Bad and The Ugly
Rick Wakeman - Battle-The Forest

grande pra kct esse post hein?:

Satanizado por Dente-Azulay 3/5/2005 12:19:31 AM




Porque um homem sem religião é como um surdo sem bengala.