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Terça-feira, Agosto 30 Preguiçoso é o dono da sauna, que vive do suor dos outros. Está virando lenda. Todo aniversário do Diego na Ploc tem pelo menos uma falha na matrix e bizarrices pra dar e vender. Ano passado pensamos que já tínhamos visto o supra-sumo da falha. Engano... Após uma semana tranqüila, com bons tempos excepcionalmente vagos, vem o fim de semana, com um fim de tarde de sexta-feira na sinuca, bebendo, jogando e perdendo, mas foi divertido. Já tava cheio de sono naturalmente pelo meu déficit de sono, aliado ao provocado pela cerveja, foi só eu chegar em casa e capotar de sono. Só que nessa sexta teve churrasco comemorativo do aniversário do Ziraldo, então, mal comecei e pegar no sono e os telefones tavam tocando, com pessoas me intimando a ir. Fui, ainda bêbado de sono, e ainda bebi mais lá. Uma pitada de papo furado até meia noite e depois horário reduzido na internet. É, tinha perdido o sono... Sábado que foi o bicho. Fiquei entediado até a hora de sair de casa, coisa comum nos sábados, baixei algumas músicas enquanto vegetava pela internet, uma conversada furada com o Miaggy que passou por aqui e só. Me arrumei e parti pra São Cristóvão. No metrô encontramos amigos da faculdade do Diego... Algumas pessoas felizes, umas garotas bonitas, a EBA tá bem... Chegamos na Ploc. Orgia Sentimental. Esse termo que eu ouvi, ou melhor, li, é bem a síntese do que aconteceu. Muito foda, nunca vi tantos casais no meio dos bizarros. Alguns inusitados, alguns inesperados, encontros inusitados também, o bode preto tava à solta, desesperado na calunga à meia noite. Juro que dessa vez tava tão distraído que não prestei atenção em música nenhuma, exceto Morrissey - Suedehead. Nem ao menos em muita gente. Foi diferente, foi engraçado, todo mundo de casalzinho. E ainda no meio teve gente passando mal, mas mal mesmo, muito mal, momentos de tensão. Logo quem tem a fama de poço de álcool, veja só. Bem, não se pode ganhar todas né? Pode, e deve, ter sido um momento de fraqueza, acontece. Acabou que no meio da brincadeira, nem vi um monte de gente indo embora. Eu, junto com algumas pessoas, fomos os últimos a sair da festa, já pelas cinco e qualquer coisa da manhã. Vale nota que eu fiquei mais de meia hora de frente pra um amigo meu e ele não me reconheceu nem eu reconheci ele, a gente só foi se falar na saída, onde encontrei também os amigos da faculdade do Diego, que naquela hora já tinha se mandado. Ficamos então de papo, procurando um lugar pra tomar um café, ou algo do tipo... Meu plano inicial consistia na volta de 498, que me deixa na porta de casa, porém, mudanças nos planos me fizeram esperar pelo metrô até as seis, pra só então darmos conta que nos domingos só abre às sete da manhã. Tinha que deixar a Mariana em casa, então, plano "C", pegar o 422, que demorou alguns séculos pra passar. E eu já tava sequelando de sono. Deixei ela em casa, fui pra tortura que é pegar o 623. Esse veio rápido, só não sei se demorou muito, porque eu comecei a dormir dois minutos depois que o ônibus saiu do ponto e só acordei na fronteira entre Olaria e Penha, quase na hora de descer. Cheguei em casa rastejando pra lá de oito e meia da manhã, derrotado de sono, Capotei. A noite foi boa, todo mundo feliz, muito engraçado. Pelo menos uma coisa daquele dia deve render... Veremos. ::|mega|boom|blaster|:: Dicró - Bingo Moreira Da Silva - Zé Carioca Moreira Da Silva - Amigo Urso Nelson Gonçalves - Vermelho 27 Adoniran Barbosa - O Samba Do Arnesto Ludov - Kriptonita Gorillaz - Feel Good Inc Franz Ferdinand - Tell Her Tonight Supertramp - I'm Beggin' You Thompson Twins - Lies O domingo já foi tosco, nem merece citação... Bugaram a Matrix: Satanizado por |dente|azulay| 8/30/2005 08:08:49 PM Quarta-feira, Agosto 24 Os pontos de acesso a uma máquina serão sempre pequenos demais para a passagem das ferramentas, ou grandes para passagem delas, mas não suficiente para a passagem de sua mão quando elas caírem. Well, as coisas vão indo, jogando ou não. Deveria ter passado aqui antes, mas, não tinha muito pra escrever, aliás, nem agora tenho. Nesse meio tempo passou o dia 17, um dia que, ano passado, foi de extrema importância, fodão mesmo. Lastimo que as coisas daquele dia adiante não terem ido da maneira que eu gostaria que fosse. Aí entram uma sorte de coisas, considerações que nem precisam e nem merecem serem passadas aqui. Acabou... Há algum tempo tinha pensado num post meio que especial comemorativo da data, depois me dei conta que havia pouco pra comemorar. Quero dizer, sim, tem um fato que foi fantástico, mas dali pra frente, só bizarrice. De qualquer modo, os dias foram passando e só ontem que eu fui me dar conta que já tinha passado. Melhor assim, acho. Essa é uma das conseqüências de estudar num lugar onde você não precisa escrever quase nada. Só desenhar mesmo, e muito, ainda bem. Só fui me ligar em datas porque segunda foi data de entrega de trabalho, aliás, só me ligo em datas em época de entrega de trabalhos. E olhe lá. Trabalho muito foda, e a tendência é eles ficarem mais fodas ainda. Até estou usando as oficinas de materiais. Meu entrosamento com a serra de fita e a lixadeira estão melhorando... Gosto dessa vida da ESDI, é boa... Tudo anda no mesmo: fico feliz com a faculdade e puto com algumas coisas recorrentes na minha vida. Fico feliz por saber que certas pessoas, certas coisas existem, mas triste de saber que elas não são pro meu bico. Uma vez as coisas poderiam me favorecer um pouco, não? Tanta gente aí que tem e não merece. Não que eu mereça necessariamente, mas então vamos igualar esse negócio. Bah, dane-se. Fiquei vendo "Um Diabo Diferente", que tava passando no SBT. É verdade, não tinha coisa melhor pra fazer, mas confesso que o título me atraiu de imediato. Nem é tão ruim. É bobo, sem dúvida, mas é engraçadinho, e tem umas tiradas legais, de vez em quando, tem uma meia dúzia de clichês e tudo mais, mas dá pra levar. Só quase desisti quando começou aquela coisa "água-com-açúcar" de namoricos, tudo mais. Mas como já tinha começado a ver, resolvi esperar pra saber onde isso ia chegar. Outra coisa que quebra no SBT são os comerciais a cada 5 minutos, sendo que cada comercial deve ter quase 10 minutos. Mas, aí, vou te dizer, valeu a pena só pelo Tio Ozzy Osbourne aparecer pra ajudar no final. Funnie... E em tempo: quero (e preciso) sair nesse sábado. ::|mega|boom|blaster|:: Pato Fu - Made In Japan Original Soundtrack - Lost In Space The Offspring - Come Out And Play Moby - Porcelain Fatboy Slim - Right Here, Right Now Chico Buarque - Samba De Orly Coldplay - Spies The Cure - Burn Earth, Wind And Fire - Got To Get You Into My Life New Order - Bizarre Love Triangle Endemoniados: Satanizado por |dente|azulay| 8/24/2005 12:32:55 AM Quarta-feira, Agosto 17 Não seja tão mente-aberta, o seu cérebro pode cair! Falaremos hoje sobre jogos. Não jogos tipo videogame, jogos de computador, nada disso. É tudo sobre o jogo da vida. Ou jogos, devem ser mais de um, pra cada situação. Uma hora pode ser um negócio bem Duke Nukem, com tiroteios em primeira pessoa e outra pode chegar até a algo tipo Age Of Mithology. Tá, é verdade que ficar falando em "jogos da vida" soa totalmente clichê, vindo daqueles conceitos pré-fabricados, mas talvez saiam coisas interessantes. Ou não. As pessoas jogam em geral, isso é fato. Fazer charminho é um jogo, se fazer de díficil, de fácil, é tudo jogo, alguns mais ou menos sórdidos. E todos têm mais ou menos uns certos procedimentos, posturas a serem adotadas. Se alguém fizer aquilo, faça isso e isso, que vai dar certo. Geralmente a opinião pública tem razão nesses casos, questão de estatística, se deu certo com a maioria, há mais chances de dar certo se você fizer dessa forma, técnica válida. Só que nos jogos de videogame, computador, eu não sou nada honesto. Faço macetes mesmo, fico imortal, com todas as armas, itens, opções, invisível até. Meu espírito competitivo só pensa em ganhar e em rir vendo cada tentativa do inimigo fracassar. Convenhamos, isso é divertido, mesmo na vida real. Só que na vida real é um pouco diferente. Ia mentir se dissesse aqui que não jogo, que não tomo partes nesses joguinhos, não dá pra viver em sociedade e sair ileso disso, aliás, os jogos parecem que são pilares do convívio social, algo meio The Sims, talvez. De qualquer modo, nesses "jogos" reais não tem macete, não tem como ficar imortal, com todas as armas, itens, nada. No máximo você dá a sorte de nascer numa família rica, e do jeito que a coisa vai, pode até ser considerado um macete isso, mas é algo meio randômico. A verdade é que eu não sei dizer se eu jogo os jogos de mentira macetando pelo fato de na vida real não ter oportunidades de macetar, ou se é simplesmente pela falta de ética e honestidade com a qual eu trato esses jogos, ou então não querer ficar disputando com uma máquina. No mundo real, não jogo muito - ao menos é o que eu acho -. Eu sou eu, digo o que quero, quem eu quero, deixo bem claro os meus sentimentos, ou a maior parte dele, não faço cenas, charminhos, dramas, tento não ficar por aí emulando e simulando coisas. Falo besteira, muitas, sou ignorante às vezes, não é novidade pra ninguém, mas é tudo ali, jogado, em aberto. Eu sou uma criatura muito estranha, quase sempre eu vou de encontro com um monte de coisas que são absurdamente comuns, até incontestáveis, todo mundo me diz pra não fazer, não dizer, não escrever uma penca de coisas, que irão acabar por me ferrar de alguma maneira, mas eu aceito risco e faço. E claro, me fodo, porque, afinal, todo mundo joga e já sabem como conseguir alguma coisa ou outra. Exemplos clássicos são coisas: "não liga pra ela hoje não, faz isso só amanhã de noite, senão ela vai achar que você está muito interessado" (e no caso, a pessoa está mesmo muito afim) ou "trate ele(a) com indiferença, faça de conta que não tá nem aí" (e a pessoa então luta contra toda sua vontade pra fazer algo popularmente conhecido como "cu doce"). E sabe o que é mais assustador? Funciona na maior parte dos casos. Esse mundo é doido mesmo. Eu já nem sei mais. Tô tentando implantar um sistema misto. Virar um jogador, mas tentar continuar com algo claro, objetivo e direto e, se não der certo, que se foda. Meu trabalho da faculdade tá dando certo e agora eu tenho um Mp3 Player mesmo, no fim das contas ainda estou bem feliz. ::|mega|boom|blaster|:: Information Society - What's On Your Mind Oingo Boingo - Stay Ultraje A Rigor - Domingo Eu Vou A Praia Chico Buarque - Samba De Orly Placebo - 36 degrees The Beatles - She Loves You Basement Jaxx - Bingo Bango The Beatles - Penny Lane [Take] The Beatles - Eleanor Rigby [Strings Only] Talking Heads - And She Was Press Start To Play: Satanizado por |dente|azulay| 8/17/2005 10:42:42 PM Quinta-feira, Agosto 11 Se nós não tivessemos defeitos, não teríamos tanto prazer em notá-los nos outros. Incrível é a discrepância entre as velocidades de construção de algo e da destruição do mesmo. É uma verdade que sempre existiu, e existirá, mas eu só fui reparar nisso hoje. Durante últimos dias, quem sabe meses, tratei do meu eu, tentando acreditar em coisas que eu concebi, verdades mentirosas, caluniosas e cínicas e mentiras verdadeiras, verossímeis, aceitáveis, indiscutíveis. Sinceramente, poderia jurar que o tratamento havia sido um sucesso absoluto, uma primazia sem precedentes, já estava até com planos alternativos. Mas todos erram às vezes, não? Pois eu errei. Um longo tempo achando que tudo estava bem, superado, ultrapassado e em instantes, segundos, poucas palavras e um olhar tudo desaba feito um castelo de cartas. Não fazia idéia de que poderia ser tão rápido, pensei de resistir mais pelo menos, mas não, foi direto, instantâneo, um impacto, uma explosão. Fascinante explosão. E, dados contratempos com horários, uma vez que a natureza das coisas é me sacanear, acabou que saí de onde estava com aquela sensação de querer achar alguém que está lá e não se sabe aonde, e a vontade de encontrar acidentalmente aumentando a cada degrau ou rampa descida (particularmente, prefiro a rampa), esperando que apareça do nada, caia de uma árvore (mas baixa pra não se machucar), surja de um arbusto, ou simplesmente se materialize na minha frente... Pior que o motivo de eu me destacar era, em tese, um bom motivo, uma palestra, mas acabou que ela não conseguiu adicionar nada de relevante. Mais valeria a pena ter ficado lá fora conversando. Mas, é fato incontestável que as coisas não ocorrem do jeito que eu quero, aliás, parecem que ocorrem exatamente ao contrário. E não adianta, eu não me acostumo com isso. Sem mencionar a minha imaginação de designer, muito boa por sinal, trabalhando em "n+z" finais (bem) diferentes, e eu rindo sozinho angustiado de pensar. Pior que eu não tenho nada pra descontar... Hahahah! Possivelmente mais uma fez eu erro por falar demais. Bah, queria que fosse tudo diferente. Do meu jeito, uma única vez, só pra variar... ::|mega|boom|blaster|:: Supertramp - Cannonball Jermaine Jackson - Do What You Do Matt Monro - On Days Like These Queen - Don't Stop Me Now Gram - Faça Alguma Coisa Gavin Rossdale - Adrenaline Daft Punk - Around The World Wonkavision - Errado? Theme - The Italian Job Barry White - Beware Ah, como eu adoro minha vida: Satanizado por |dente|azulay| 8/11/2005 06:21:27 PM Dois monólogos não fazem um diálogo. Bien, confesso que pensei em colocar aqui uma plaquinha de "Passo o Ponto", talvez virasse uma boa padaria, como a que o bar do meu avô virou. Bem, talvez uma padaria não tão boa, mas não falaremos mais sobre isso. Digamos que o movimento estava meio fraco, tem uma crise atacando os Blogs e até mesmo os Flogs. Isso somado com a crise continúa de qualquer coisa que eu crie - parte de um apêndice da Matrix que tende a me sacanear de "N+1" formas possíveis, tava me fazendo pensar seriamente em deixar isso, com uma boa dose de pena e pesar. Mas não vou faze-lo. Os comentários podem tender a zero, e com certeza vão mesmo, mas, bem, fica valendo como um desabafo virtual, mesmo porque escrever no Bloco de Notas não fica tão bonitinho, e lá é mais fácil de chegar e mudar alguma coisa, censurar, abafar, esconder. Aqui não, fica, pelo lado psicológico, uma coisa que é feita e aqui está, publicada, exibida, sem direito a alterações, salvo cagadas ortográficas e coisas do gênero. Pois então, diga ao povo, se ele vier, que fico. O que eu vou escrever é que eu ainda não sei. Mas qualquer coisa eu invento, afinal, criatividade é meu instrumento de trabalho, junto com lápis 2b, 4b, facas tipo olfa, papel A3 e por aí vai. ::|mega|boom|blaster|:: Modest Mouse - Float On X - Crystal Ship Everything But The Girl - Missing Planet Hemp - Queimando Tudo Prodigy - Voodoo People "Gotta a lot of things to do": Satanizado por |dente|azulay| 8/11/2005 12:42:25 AM Segunda-feira, Agosto 8 Usando de Destino do Miguel: "Meu amor, quantas noites, quantos cus... Acabou, Acabou Acabou!" Fim de férias. Fim das minhas dormidas até tarde. Fim do blog? Ando pensando... ::|mega|boom|blaster|:: Junkie XL - Metrolike Acabou?: Satanizado por |dente|azulay| 8/8/2005 07:57:49 PM |