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Porque um homem sem religião é como um surdo sem bengala.


Quarta-feira, Outubro 26

"O windows não é ruim, esperem só ele ficar pronto"

Segunda, seis e qualquer coisa da manhã. Acordo com um barulho de chuva, forte, talvez nem tanto, mas que, de qualquer maneira, somado com o sono natural de uma segunda, me fez hesitar e concluir: melhor ficar em casa mais umas horinhas e não sair no meio dessa chuva. Relógio acertado então pras oito e quarenta e sete (sim, gosto de números quebrados).

Valeu a pena pelo sonho que tive. Fazendo analogias que só eu vou entender mesmo, foi algo que não soviético, nem americano. Diria que foi sueco, independente, indiferente ao meio externo. Foi meio bônus. E foi muito legal, só não me pergunte se há algum porquê nisso tudo.

Claro que quanto melhor fica o sonho, mais próximo tá na hora de acordar e o ápice do que chamarei parábola do sonho é um milésimo de segundo antes de você ser acordado. Isso significa: na melhor hora, ou quando estava caminhando pra um momento mais interessante, toca a merda do despertador. Saco...

No domingo eu tinha queimado a resistência do chuveiro, como sempre faço. Não tenho culpa se aqui não tem aquecedor a gás e eu gosto de água quase fervendo, ainda mais pela manhã. Confesso que quando me dei conta que o banho seria frio, pensei se valia a pena tomar banho naquela hora ou ficar em casa e esperar um momento mais ameno e encarar água gelada. Após um impasse, optei pelo banho e a faculdade. Alguns pulos, um grito e lá estou embaixo do chuveiro, cantando e girando pra espantar o frio. De banho tomado, queixo tremendo e arrumado, saio de casa.

Minha rua dá de cara pra destemida e temida Avenida Brasil. É peculiar que, quando eu a olho do meu portão, o trânsito sempre parece razoável, tendendo ao bom. Á medida que eu vou chegando perto da citada avenida o trânsito vai piorando consideravelmente. Pra mim é um bug da matrix, típico de jogos como GTA, onde você está num lugar, olha pra trás e vê um carro. Vira-se pra frente e instantes depois, quando olha pra trás novamente, cadê o carro? Cadê os pedestres que estavam por ali? Quando se retorna pra visão da frente, percebe-se que o que estava na frente também mudou. Bizarro. De todo modo, na segunda foi assustador: daqui via a Brasil parada, estática, parecia uma foto. Pra não ficarem falando que eu sou vagabundo ou isso ou aquilo, foi até o ponto, já descrente, mas pelo menos pra ver a situação. Caótico. Tudo parado, ônibus abandonados, pessoas voltando pra casa. Fiz o mesmo, voltei pra casa, aliás, já sai de casa certo de que voltaria bem mais cedo do que imaginara.

Mais tarde, acompanhando os jornais que me dei conta do que deveras aconteceu. Confesso que de certo modo esse caos todo me encanta. Depois fiquei sabendo que não tiveram efetivamente aulas na faculdade. Valeu a pena ter dormido, sonhado, jogado Flight Simulator (há séculos que não fazia isso) com os Dassault Mirage 2000N e Northrop F-20 Tigershark, recém baixados, e, uma coisa que eu já deveria ter feito há tempos: ler um livro, Mitologias, cujo autor não me recordo de imediato. Gostei do pouco que eu li, são uma série de textos, como colunas num jornal, que tratam, resumidamente, de todos os símbolos, signos e mitos da comunicação, todo ilusionismo e exagero tendencioso que nos cerca e por aí vai.

Já estou chegando em clima de fim de ano. Semana que vem, pra mim, é praticamente uma semana em casa, sem fazer nada. Ou melhor, fazendo trabalhos, claro. Espero que dê tempo de fazer a Fiat 147 que eu tanto quero. Ah, e também o "Greased Lightnin'", uma espécie de remake do carro dos sonhos do filme "Grease - Nos Tempos Da Brilhantina".

Pra completar a alegria, chegaram hoje meus dois dvd¿s de episódios do Arquivo X, que eu comprei no Submarino. Quero dizer,, troquei, já que tinha um vale desconto de tanto navegar pelo Click21. Só hoje fiquei vendo três horas consecutivas. E, porra, eu adoro Arquivo X. Não é a toa que tem um "I Want To Believe" no vidro da porta aqui de casa.

::|mega|boom|blaster|::
John Travolta - Greased Lightnin'
Autoramas - Você Sabe
D.I.T.C - Way Of Life
Los Hermanos - Samba A Dois
Autoramas - Nada A Ver
Basement Jaxx - Bingo Bango
Will Smith - Gettin' Jiggy Wit It
Autoramas - Fale Mal De Mim
Santana - Black Magic Woman
Donna Summer - MacArthur Park

A Verdade Está Lá Fora Esperando o Entregador Do Submarino:

Satanizado por |dente|azulay| 10/26/2005 12:44:30 AM



Terça-feira, Outubro 18

"Bizarro quando tenta dar uma de putão sempre se fode..."
(Kokão)

A semana foi boa. Tranqüilidade, feriado, aulas matadas, ócio... As coisas boas da vida. Claro, sem mencionar na sexta ida pra São Cristóvão, casa do Diego-Felipe. Nossa, quanto tempo que eu não passava por lá. Acabei dormindo lá também, parte culpa da chuva e vento que bateu sobre a cidade. Bizarro, chuva tecnicamente na horizontal. Parecia que tinha alguém cuspindo na janela, mas, pera lá, estávamos no terceiro andar! Sexto se considerarmos o subsolo. Muito foda o vento batendo a janela e a água entrando pelas frestas.

Well, well, depois de dormir lá, fui pra casa da minha avó quando acordei. Almocei com a família, fiquei de papo e parti pra casa, aonde ia me arrumar e ir pra casa da Mariana, buscá-la para a festa. Pra variar me atrasei um pouco, porque tudo aqui aparece pra ser resolvido de última hora, coisas como desmontar o vídeo cassete e gravar cds emergenciais. Tudo bem, parti daqui pra tijuca num 665 tranqüilo, chegando na tijuca a tempo.

Indo direto pra festa, no famoso prédio do Luizinho e Guto. Festa boa! Não aconteceu nenhuma bizarrice que nem as das outras festas, uma pena aliás, mas foi bem legal. Muito bom rever o povo, ver que tá tudo mundo bem e tal. O show da banda (Coração de Mendigo) foi foda, com direito a Diego e Ivan cantando "Evasão". Umas cinco da manhã eu tava voltando com a Mariana pra casa dela, de táxi, pra fazer uma horinha lá até umas seis e pouca, pra pegar o 623 e ir pra casa.

Demorou, mas veio o 623. Lembro que entrei nele, sentei e fechei os olhos. Quando os abri já estava em Olaria, ou seja, no final da viagem. O sono foi mais forte e dei outra cochilada de Olaria até o Glorioso Império da Penha. Desci, cansado, com sono e, principalmente, descabelado. Preciso de um gel mais hardcore, algo do tipo longa duração, ou então cortar o cabelo um pouco, do contrário meu cabelo fica parecendo "cabelo de tia", aquela coisa meio cheia, meio moita, meio tosco. Bem tosco, aliás. Imagine a cena: eu, no estado supra-citado, passando lá pelas quase oito da manhã, no meio da feira? Nem preciso dizer que virei o foco da atenção. Ganhei até mesmo dos peixinhos coloridos que nego vende... Medo, muito medo.

Oito horas, chego em casa, tempo de dormir. Capotei. Acordei com o Miaggy passando aqui pra ver como tava o pc dele, que aqui estava abrigado. Liguei pra ver qual era, e, claro, deu um bug qualquer que eu não entendi o porque. No fim das contas, resolvi tudo, eu sempre resolvo tudo.

Passei o domingo vendo algumas coisas na internet, terminando o pc do Miaggy, levando junto com ele o tal pc, conversando com Ziraldo e tendo conversas insanas via msn. Muito engraçado isso... Ah, e comendo lasanha também.

Aí então o impoluto leitor se pergunta: "Porra, que vida boa hein? Semaninha tranqüila, conversas furadas e lasanha?! Tá bem de vida hein?". É, tava bom demais pra eu sair impune e a lasanha tava boa demais pra não fazer mal. A desgraça vem à galope, dizem alguns. Pois eu digo que ela vem à bolonhesa. Não sei o que aconteceu, mas, em algum momento a lasanha foi possuída por algum tipo de encosto bem do indigesto. Só dava a tal lasanha no meu estômago, e nada dele conseguir quebrar a resistência da dita massa. Fui deitar com o monstro ainda instalado no meu pequeno estômago. Cochilo, viro pra um lado, acordo, tento me ajeitar e nada. Se não vai por bem, vai por mal. Solução encontrada: "chamar o Raul". Nem foi preciso de muito esforço... Na boa, nunca passei tão mal, nunca vomitei tanto por conta de uma comida. Tô com aversão pura a carne moída. No decorrer da noite já tava até vomitando um negócio verde, que eu não me lembro de ter comido e com um gosto nada agradável. Alguma coisa do meu estômago, imagino...

Por conta disso, dormi o dia todo hoje, e tô aumentando minha dose de alimentos gradativamente. Ainda tô meio lesado e minha circulação, depois de várias horas deitado estava toda bizarra. Mas, por agora, tô melhorando, acho. Mesmo assim, foi uma boa semana...

::|mega|boom|blaster|::
Simply Red - Come To My Aid
Simply Red - Your Mirror
Simply Red - Thrill Me
Simply Red - No Direction
Simply Red - Jericho
Cyndi Lauper - 911
Cyndi Lauper - Change Of Heart
Cyndi Lauper - He's So Unusual
Cyndi Lauper - She Bop
Cyndi Lauper - Maybe He'll Know

Nããão! Carne Moída Não!!:

Satanizado por |dente|azulay| 10/18/2005 12:31:29 AM



Quarta-feira, Outubro 12

"Nada é impossível para quem não tem que fazer o trabalho."

Dormir até acordar, simplesmente. Sem essas de celulares despertando ou mãe te sacudindo. Sono de primeira classe, com direito a sonhos interessantes e toda prosa que se tem direito. Nossa, estava totalmente desacostumado com isso.

Semana passada foi o supra-sumo da falta de tempo, passando quatorze horas na faculdade e dormindo meras três. Foi foda. Tudo tem um motivo: data de entrega de um trabalho, cuja proposta tratava de peças, feitas em resina ou gesso, que gerariam determinadas composições. Incluído no pacote estava uma caixa pra armazenar as peças, e pranchas para apresentação. O primeiro trabalho "grande", com algumas etapas produtivas. Me aporrinhei bonito, dormi pouco, tive surtos psicóticos em alguns (vários) momentos. Detalhe é que não era só eu, e sim a turma toda nesses estado.

Resumo da ópera:

- Murphy estudou na Esdi, fato.
- Nunca deixe objetos perceberem que você tem pressa.
- Havia quase um mês pra fazer o trabalho. Mas claro que ele só foi efetivamente concebido na última semana.
- Se o nosso cronograma tivesse funcionado direito, dava tempo até pra uma semana de folga em Acapulco.
- Tá, a culpa não é do cronograma, e sim do nosso otimismo.
- Várias outras pessoas foram otimistas também.
- Levei uma semana e meia pra produzir a primeira família de 17 peças em gesso, que não ficou tão boa. A segunda família com 15 peças foi feita em dois dias! Trabalhar sobre pressão rende.
- Eu sou um ótimo construtor de caixas em MDF.
- E.V.A. tem infinitas utilidades.
- Gesso nunca mais.
- Não quero usar mais verniz brilhoso. Fosco é muito melhor.


A tal da peça que me tirou o sono. Aliás, um arranjo delas.


Sexta-feira, após a entrega e apresentação, foi a coisa mais linda. Inúmeras peças-teste, de todos os grupos, foram destruídas, aniquiladas, barbarizadas. Foi um tal de pedacinhos de gesso e resina voando. Fui até alvejado na perna... Estava todo mundo a beira de um surto psicótico e, pra mim, isso sempre gera um clima bem peculiar.

Enfim, acabou. Agora temos só mais dois trabalhos, um pouco mais leves, em Metodologia. Em contrapartida, pra Meios e Métodos de Representação, o negócio complica agora. É justamente quando a diversão começa.

Mas não nessa semana. Parece que a Esdi toda deu uma merecida trégua. Essa semana parece com as primeiras, da época do trote. Seja pelo clima ameno tendendo ao quente, pela tranqüilidade, com direito a uma folga, no meio da semana, infelizmente, mas folga é folga. Deu até pra dormir bem nesses dias. Como disse lá em cima, até sonhei hoje. Sonhos curiosos, e que deixam bem claro que a esdi faz parte da minha vida.

Os dois sonhos foram engraçados. No primeiro estava conversando com os dois professores de metodologia visual. Mas uma conversa tranqüila, até boba, falando de inutilidades corriqueiras. O segundo foi o melhor, e bem mais apetitoso. Sabe-se lá porque diabos estava com um pessoal da faculdade indo num supermercado. Na verdade se tratava de um mercadinho, tipo esses de cidade média, pequena, algo do porte de região dos lagos. Pois então, fomos às compras. Claro que, como sonho, ninguém tava ali pra comprar arroz e feijão, pelo amor do capeta. Fui direto pegando uns chocolates. É, acho que ando meio chocólotra ultimamente. Arrematei logo umas quatro barras de Milka, que, no meu sonho, tinha embalagem branca e vermelha. Por que? Sei lá, pergunta pro meu subconsciente. Somado a isso, um belo pacote de batatas fritas, dois brownies e um refrigerante do qual eu não recordo com exatidão. Na hora de sair e pagar, lembro que ainda zoei a mulher que era a caixa e fomos embora, pegando uma ruazinha de terra.

No fim da história, acabei acordando com a minha irmã no telefone com minha mãe que me deu a ordem do dia: ir ao supermercado. Uma pessoa de cabelo vermelho, fone no ouvido com música no enésimo volume, pilotando um carrinho de compras que só virava direito pra um lado é sempre engraçado, pra quem vê. Até que me virei direitinho, só levei surra pra achar o maldito queijo ralado. Sempre ele, o queijo ralado. Apesar de odiar isso, tive que fazer: perguntar. Na boa, não suporto admitir minha ignorância. Enfim, quando perguntei ao carinha ele aponta pro lado. É, o queijo ralado estava a uns trinta centímetros de onde ele tava. Óbvio que o carinha me olhou com uma cara de "mas esse moleque é burro ou cego? Ou os dois? Deve ser a tinta do cabelo..." e saiu com cara de assustado. Isso sem mencionar que eu quase me estabaco quando passei em cima de um leite de coco, de um vidro que tinha quebrado alguns momentos antes. Tudo isso porque estava procurando o diabo do queijo ralado.

Maldito queijo ralado.

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Chemical Brothers - The Golden Path
Chico Science - Manguetown
Nação Zumbi - Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada
Beroshima - Call Girl
DJ Hell Tragic Picture Show
Mimi - Good 4 Remake Me
Freakplasma - Secretary I Am
Passengers - United Colors
Passengers - Always Forever Now
Passengers - Theme from Let's Go Native

Fizeram compras mas não acharam o queijo ralado:

Satanizado por |dente|azulay| 10/12/2005 09:57:17 PM